"Sem a música, a vida seria um erro"

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ONTEM EU VI O ZICO!!!!!!!!

quinta-feira, 29 de maio de 2008


Ontem, dia 28/05/2008, realizei um dos maiores sonhos de minha vida.

Deus deu-me o privilégio de encontrar com o ser humano que pensei que nunca poderia ter a chance de ver na minha frente e chamando o meu nome!

Na tarde de ontem vi diante de mim, algo que somente os GRANDES podem fazer: transformar sua áurea divina em forma de humildade e humanidade.

Zico ficou mais de duas horas tirando fotos e autografando tudo que fosse imaginado, sem parar nem para beber água. Sempre com um sorriso generoso, paciência interminável e humildade.

Fiquei boquiaberto desde o primeiro minuto em ver diante de mim aquele senhor de 55 anos, que tem impressionantes 1,72 m de altura, que durante toda minha vida julguei ser um gigante. A genialidade dele não pode ser comprimida naquela pouca estatura.

Percebi que a grandeza do Galo não era a altura ou o talento digno de gênios, mas é na humildade que reina os maiores reis.

Quando chegamos ao encontro dele não me contive e quebrei o protocolo. enquanto todos apertavam a mão do rei, não pude deixar de dar-lhe um forte abraço!

Foi como abraçar todo o sentido que o futebol tem.
Abracei a paixão nacional, a genialidade em forma de gente.

Ou melhor abracei GENTE em forma de Rei...
Que não precisa de cetro ou coroa para ser reverenciado.
No caso de Zico precisou somente ser GENTE, mesmo que eu não quizesse acreditar que ele fosse humano!

Como aquele video que tornou-se famoso, agora posso dizer: "EU VI O ZICO!"

Camisa 10 da Gávea

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Sou rubro-negro. Tenho como exemplo nas quatro linhas um craque que de tão simples, nem parece ter a majestade que tem. Não se enamorou pelos carrões, baladas e "podres poderes" que muitos companheiros de profissão abraçaram.

É casado desde 1978 com Sandra, tem 3 filhos e é rei de uma Nação de 35 milhões de pessoas apaixonadas que reconheceram o seu reinado acompanhando sua dedicação, súor, lágrimas e talento. Poderia ter parado em 1985 depois do crime que lhe foi cometido, mas com a gana que somente vencedores e lutadores possuem não se permitiu a covardia da fuga. Lutou herculeamente para se recuperar e terminar sua carreira brilhante com a mesma cabeça erguida com que jogava, como esta foto que abre este post.

Ontem, aos 54 anos de idade, Zico jogou num Maracanã em clima de fim de ano. Época em que há um êxodo: muitos viajam para ficar com a família. Mesmo assim, mais de 35 mil pessoas foram ao velho estádio ver e rever o craque.

O ato de rever o craque coube aos mal acostumados, o qual me incluo, que tiveram inúmeras alegrias num passado não tão distante assim. Diante de uma realidade tão pobre do futebol moderno foi refrescante rever um Zico que com mais de meio século de vida, encanta com a facilidade que "mata" a bola e "descobre" espaços para deixar os companheiros na cara do gol.

O ato de ver o rei Zico coube as crianças e adolescentes que só tiveram a oportunidade de ver o futebol de nosso rei, nas telas de TV apartir de DVDs que seus pais/tios/avós compram para resgatar a memória de um futebol de ouro.

Fiquei imaginando o que deve ter passado na cabeça da criançada que esta acostumada com os "craques" de hoje em dia... Em sua maioria, os craques de hoje não falam sequer português... E quando fala português, não é brasileiro... Ou vocês não sabem que uma das camisas mais vendida neste Natal foi a do Cristiano Ronaldo do Manchester United???

Privilegiado Cristiano Ronaldo... Se tivesse nascido na geração de Zico, seria mais um jogador mediano que cumpria seu papel de coadjuvante.

O que não me sai da cabeça é que durante muitos anos os pais/tios/avós devem ter bombardeado a cabeça das crianças e adolescentes falando que Zico foi o maior de todos. Abusando de um discurso retórico contavam as sagas e batalhas campais em que, num lampêjo de genialidade de nosso rei, saíamos de campo como vencedores. Relatos de um tempo onde mesmo as derrotas eram vendidas de forma muito cara: custavam sangue, suor e raça.

O imaginário infantil deve ter viajado ontem a noite, pois diante de seus olhos aconteceu algo que para uma criança é impossível esquecer: a verdade foi mostrada!

Sem mentiras ou invencionices...

Obina - o predestinado - rouba uma bola na entrada da pequena área vira-se e dá de cara com nosso rei. Como numa fagulha do tempo, passa a bola para Zico. Com somente um toque deixa Gamarra no chão e com mais dois toques deixa o goleiro Cássio petrificado. Bola na rede. Como nos velhos tempos...

E como nos velhos tempos o velho estádio explodiu em êxtase. Muito mais do que gritos e cânticos, o que soou no Maracanã ontem foi saudade.


Saudades de rever este sorriso acima depois de marcar mais um gol no estádio que o consagrou e com a camisa do time que sempre amou!

Valeu por Tudo Zico! As crianças agradecem!

Para começar bem o dia...

quarta-feira, 30 de maio de 2007